segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Conheça as principais ameaças para celular e aprenda a se proteger!

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Desde o primeiro vírus, em 2004, já apareceram centenas de pragas. Saiba quais são elas e o que pode ser feito para evitá-las.

Eles são mais numerosos que os computadores, guardam suas informações mais pessoais, estão cada vez mais conectados à web e já estão na mira dos hackers. Com a popularização dos smartphones, usados para navegar na internet, receber os arquivos mais variados e armazenar dados dos mais diversos tipos, os celulares começam a ganhar também softwares para protegê-los da ação de criminosos virtuais.

Atribui-se a 2004 a criação do primeiro vírus para celular. Desde então as pragas móveis se proliferaram e hoje já passam de 470 tipos diferentes, segundo estimativa da McAfee. Mesmo as projeções mais conservadoras - a F-Secure estima que existam mais de 360 vírus conhecidos para celular - apontam para um crescimento exponencial das ameaças.

“Os hackers estão se voltando cada vez mais a essa área, não só porque as pessoas não esperam que coisas ruins aconteçam com seus celulares, mas também porque elas armazenam cada vez mais informações pessoais neles - às vezes até mais do que no PC”, explica Jan Volzke, gerente de marketing da divisão mobile da McAfee.

Segundo o especialista, a falta de preocupação não é apenas dos usuários: os fornecedores de dispositivos móveis não têm o mesmo grau de atenção à segurança que os fabricantes de PCs, por isso os aparelhos apresentam um grande volume de vulnerabilidades. “Um hacker com habilidades de 1995 é capaz de derrubar qualquer aparelho celular”, aponta Volzke.

Além de se multiplicarem, as pragas também se diversificaram nos últimos anos. De acordo com o executivo da McAfee, as ameaças dividem-se em três tipos principais: vírus, spyware e phishing.

Este último tipo, segundo Volzke, é um dos mais perigosos, pois atinge qualquer celular capaz de enviar e receber mensagens de texto (SMS) - ou seja, 95% da base instalada mundial de aparelhos. “Basicamente, consiste em usar engenharia social para fazer com que o usuário ligue para um determinado número ou envie mensagens autorizando pagamentos indevidos”, explica o especialista da McAfee.

Já os vírus e spywares - que atingem aparelhos com sistemas operacionais móveis (principalmente Symbian e Windows Mobile) e com suporte a aplicações escritas em Java - têm ação bastante similar aos seus já conhecidos equivalentes para PC: primeiro eles se instalam, a partir da execução de um arquivo malicioso - que o usuário pode receber via Bluetooth, infravermelho ou mesmo por e-mail.

“O usuário recebe um convite para baixar um ringtone ou um jogo, clica a se infecta”, resume Eduardo Godinho, gerente técnico de contas da Trend Micro. A partir de então, a praga vai se esconder no seu celular. “Assim como os vírus de computador, eles vão tentar ser mais silenciosos possíveis”, diz Gabriel Menegatti, responsável pela área de tecnologia da F-Secure.

Uma vez instaladas as pragas podem apenas tentar se auto-replicar para o maior número de contatos possível para formar uma rede de aparelhos-robô para o envio de spams, por exemplo, ou podem monitorar os dados armazenados no dispositivo e enviar para um agente malicioso, que poderá usá-los para aplicar golpes financeiros.

Um agravante neste cenário de ameaças, aponta o engenheiro de sistemas da Symantec, Vladimir Amarante, é o fato de que smartphones pessoais cada vez mais são usados para armazenar informações corporativas, e, mesmo nos casos em que os dispositivos móveis são fornecidos pelas empresas, há pouca preocupação com políticas de segurança que garantam a integridade dos dados armazenados neles. “É fundamental pensar quem vai tomar conta deles”, enfatiza Amarante.




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